Vou-vos contar um segredo dos homens... ou, talvez, relembrar-vos....
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Este olá vai especialmente para as senhoras e belas donzelas que estarão a ler este meu artigo neste preciso momento.Hoje lembrei-me enquanto estava a passear na rua: "porque não escrever nada sobre uma relação desigual entre um casal?". Pois bem... aqui estou eu a dar frutos a imaginação.
Há casais que se queixam que a sua vida amorosa está num patamar social com o parceiro muito monótono. Ou porque ele (parceiro/a) vem aborrecido do trabalho, ou porque não conseguiu superar os objectivos pretendidos para aquele dia, ou por qualquer outra razão que não me lembro agora... O facto é que a cada dia que passa, existem relações onde começa a escassez do que dizer ao parceiro, começando o casal a sentir-se mal por não viver a mesma chama de quando se conheceram e tinham a maior curiosidade de saber "o que ele valerá?".
Toda a mulher gosta de ser bem tratada - Facto. Mas quem não gosta de receber uns mimos e carinhos, uns beijos bem ternurentos, um abraço muito apertado tentando dizer que sentia a sua falta e no final ouvir palavra bonitas que nos deixem com um sorriso nos lábios?
Existe ainda aquela má ideia na cabecinha de muita gente espalhada por este mundo fora, que os homens a que têm de ser românticos, eles a que têm de saber agradar a mulher com surpresas e ideias inovadoras - ERRADO.
Pois é minhas queridas, vou-vos revelar um segredinho: Os homens também adoram que as suas amadas lhe façam surpresas, façam algo inovador, que mostrem que sabem retribuir todo o carinho que lhe damos. Não é preciso ser Natal, ou anos de namoro, que nós façamos anos, para as nossas eternas namoradas (uma mulher casada, para o homem sempre será a sua namorada) só se lembrarem de nós: é preciso mais, cansa-nos ser sempre os homens a tomar as iniciativos ou a preparar algo de agradável.
Há por vezes lamurias de certas parceiras queixando-se que o namorado não as leva a jantar juntos, não lhe dá flores, não saem para um sitio bem romântico a noite, não a levam a ver o filme que estreou recentemente ou que não as levaram a ver aquela peça de teatro que tanto gostavam de assistir.
E as queixosas, o que fizeram elas para agradar ao namorado?? Entregam o seu corpo todas as noites ao seu parceiro? Será que isso satisfaz um homem, não necessitando de algo mais?
Pois é minhas queridas, o homem não deseja apenas sexo da mulher... há certos pormenores que em certas pessoas, ainda lhe continuam a passar ao lado..
Novo visual e novo URL
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Olá meu amigo / minha querida!
Durante uns tempos que uns amigos me têm vindo a "encher" a cabeça para mudar o visual do meu blog! Preponderei a ideia, e neste fim de semana pôs mãos-a-obra e lá me lancei na ideia.
Gostei do resultado final, ficou bem mais agradável esteticamente, o carregamento da página é bem mais leve, e a luminosidade é suficiente para não causar danos visuais como ambientais (quanto mais escuros os ecrãs, melhor para o ambiente)...
A mudança de URL também me foi sugerida, pondo algo mais atractivo e realista.
Quem quiser pode sempre visitar-me em www.365diasparati.blogspot.com
Beijos e/ou abraços
Desigualdades sociais!!!
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Somos todos iguais perante a lei, mas as desigualdades sociais permanecem e persistem em marcar as relações humanas.
Enquanto uma família de trabalhadores, sacrifica-se levantando cedo, preparam o pequeno almoço para os seus filhos para que quando se levantarem não se atrasem na ida para a escola, tendo que os levar muitas das vezes a pressa para seguirem para o seu emprego, onde no final do mês, muitas vezes recebem o ordenado mínimo. Todo o vencimento que recebem mal dá para os gastos do mês - pagar a luz, a água, o telefone, a alimentação, o vestuário, a educação dos filhos e ainda muitas das vezes, a renda da casa ou o empréstimo que pediram ao banco para poder comprar um carro para se poderem deslocar para o trabalho.
Mas enquanto isso, existem os afortunados, onde por outro lado, vivem num esbanjamento exacerbado: casas luxuosas com os apetrechos todos, empregados para todos os seus caprichos, têm dos mais variados carros, vão passar férias a todos os lugares do mundo, dispõe dos melhores meios para os filhos estudarem nas melhores escolas do país, onde ainda têm a regalia de poder ter ao seu dispor os melhores professores particulares para obterem aulas particulares.
A forte desigualdade social a cada dia está a expandir-se: os ricos usam e abusam dos seus poderes monetários para comprarem os pobres; a classe trabalhadora como necessita de quem tem poderes económicos para lhe arranjarem emprego, sujeitam-se a todo o tipo de discriminação.
"Há pessoas tão pobres, mas tão pobres, que só têm dinheiro!"
Tolerância de ponto a 13 de Maio
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"O Governo vai dar tolerância de ponto aos trabalhadores da Administração Pública no dia 13 de Maio por ocasião da visita do Papa Bento XVI a Portugal.
Fonte do Executivo avançou que será também concedida tolerância de ponto aos funcionários públicos em Lisboa, na parte da tarde do dia 11 de Maio, assim como no Porto, na parte da manhã, no dia 14 de Maio.
A visita de Bento XVI a Portugal inicia-se no dia 11 de Maio, em Lisboa.
Na tarde do dia seguinte, o Papa segue de helicóptero para Fátima, onde permanece até dia 14 de manhã, quando sai em direcção ao Porto, cidade onde o chefe de Estado do Vaticano termina a visita ao país."
Opinião pessoal:
O governo dá mais um rombo nas contas publicas e na nação ao dar uma "borla" aos funcionarios publicos. Anda o contribuinte a pagar para esta pouca vergonha. Tudo bem que as pessoas tenham o direito de ver o papa, no entanto devia-lhes ser descontado 1 dia de férias.
Esta atitude do governo é um espanto! Tão depressa pede sacrifícios aos trabalhadores devido à crise (feita pelo capital), como de repente pede aos mesmos para que não trabalhem (será que a crise irá passa com as idas à missa? :twisted: ); isto é, para que não produzam porque vem cá o Sr. Papa (será que é pecado trabalhar durante a sua visita? :twisted:).
Só falta o governo enviar uns garotos ao hotel onde a comitiva vai ficar alojada.
O Evangelho Segundo Jesus Cristo - José Saramago
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José e Maria acabam fazendo sexo e assim a pureza da “Virgem” é abalada. Maria encontra na rua um mendigo, alto e misterioso que lhe entrega uma tigela, colocando antes terra nela, dizendo: “Que o Senhor te abençoe, mulher, e te dê todos os filhos que a teu marido te aprouver.” No momento em que a recebe, Maria observa que a tigela tem um brilho incomum, embora seja feita de barro. Maria chega em casa conta o sucedido no encontro com o mendigo e revela que está grávida.
No nascimento de Jesus temos a reinterpretação do episódio dos três reis magos. O menino Jesus tem um choro sofrido e surgem três pastores, o primeiro trouxe leite, o segundo trouxe queijo e o terceiro, que Maria parece reconhecer como sendo o misterioso mendigo, trás pão e diz: “Com estas minhas mãos amassei este pão que trago, com o fogo que só dentro da terra há o cozi.”Na infância Jesus cresce rodeado de vários irmãos e irmãs. Quando Jesus atinge a adolescência seu pai, José, morre crucificado. Quando Herodes mandou matar os meninos que nascessem em Belém, mais ou menos na época em que Jesus nascera; José, sabendo do perigo que sua esposa e seu vindouro filho corriam, fugiu para que Jesus nascesse num lugar afastado do alcance dos soldados de Herodes. Na pressa com que fugira levando Maria, sequer avisara os outros camponeses, depois disso, José passou a se sentir culpado pela morte daquelas crianças, pelo pecado da omissão. Assim, quando soldados romanos o prendem por engano e o levam ao martírio não sente vontade de defender-se.
Na juventude, Jesus conhece o amor por meio de Maria de Magdala (Madalena). Os dois se amam. Surgem os milagres de Jesus: O milagre do vinho (numa “festa de arromba” o vinho acaba, os convidados reclamam e Jesus opera o milagre da transformação da água em vinho), o milagre dos pães (dividiu um único pão entre vários mendigos que não conseguiam fazê-lo). Quando Jesus vai morar numa aldeia de pescadores, observa-se que quando Jesus entra no barco os peixes se lançam para dentro, assim, a cada dia, Jesus vai com um dos pescadores, de modo que todos tenham sua boa pescaria.Certa vez, num dia de muito nevoeiro, Jesus parte sozinho para o mar. Mais adiante o nevoeiro se dissipa e Jesus e numa “roda maior de luz, a barca pára, é o centro do mar. Sentado no banco da popa, está Deus.”Deus revela a Jesus sua descendência divina, e a seguir Deus explica o motivo que o levou a ter um filho: para que sua glória aumentasse entre os homens, pois passados quatro mil anos, Deus era deus apenas para um pequeno povo “que vive numa diminuta parte do mundo”. Deus, pois, tem um plano para o seu filho, que levará o conhecimento de sua figura para todos os outros povos. E, por fim, revela que o papel que Jesus tem nesse plano é o de mártir: “E qual foi o papel que me destinaste no teu plano? O de mártir, meu filho, o de vítima, que é o que melhor há para fazer espalhar uma crença e afervorar uma fé.”Jesus pergunta se outras pessoas terão que morrer para que a fé se propague, Deus confirma que sim e durante vários parágrafos e páginas segue-se uma lista dos martirizados durante os séculos que se seguiram até a expansão e o domínio do Cristianismo. Explica também os modos com que muitos serão martirizados (fogueira, decapitação, enforcamento, cravados com flechas, a pedradas, esquartejados, etc.). Deus ainda fala das guerras religiosas, das Cruzadas, da Inquisição.
Jesus, diante de tal revelação de mortandade, recusa o seu papel no plano, mas Deus reafirma o seu destino. Próximo a Jesus está o Diabo, que diz: “É preciso ser Deus para gostar tanto de sangue”.O Diabo, que não era ninguém menos do que aquele mendigo misterioso, ainda oferece a Deus o seu perdão e voltar a ser um de seus arcanjos diletos, mas Deus recusa afirmando que a bondade só existe em oposição à maldade e que Deus só será adorado porque existe um Diabo a ser temido.
Jesus e o Diabo voltam na mesma barca. Antes, ao entrarem, o Diabo fala que há uma coisa no alforje de Jesus que pertence ao Diabo, mas que um dia voltará ao poder de Jesus. Ao olhar no seu alforje, Jesus encontra a velha tigela de barro.
Após quarenta dias Jesus retorna para a aldeia dos pescadores, pronto para cumprir o seu destino. O milagre de Lázaro, a traição de Judas e a negação de Pedro são apresentados numa nova versão que dessacraliza esses episódios.
Jesus é crucificado, e já desfalecendo após o momento em que um soldado que lhe dá vinagre numa esponja para que beba e diminua seu sofrimento, morre sem ver que aos pés da cruz estava a tigela que servia agora para recolher o sangue que escorria da cruz.
Sacrilégio
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Como a alma pura, que teu corpo encerra,
Podes, tão bela e sensual, conter?
Pura demais para viver na terra,
Bela demais para no céu viver.
Amo-te assim! - exulta, meu desejo!
É teu grande ideal que te aparece,
Oferecendo loucamente o beijo,
E castamente murmurando a prece!
Amo-te assim, à fronte conservando
A parra e o acanto, sob o alvor do véu,
E para a terra os olhos abaixando,
E levantando os braços para o céu.
Ainda quando, abraçados, nos enleva
O amor em que me abraso e em que te abrasas,
Vejo o teu resplandor arder na treva
E ouço a palpitação das tuas asas.
Em vão sorrindo, plácidos, brilhantes,
Os céus se estendem pelo teu olhar,
E, dentro dele, os serafins errantes
Passam nos raios claros do luar:
Em vão! - descerras úmidos, e cheios
De promessas, os lábios sensuais,
E, à flor do peito, empinam-se-te os seios,
Ameaçadores como dois punhais.
Como é cheirosa a tua carne ardente!
Toco-a, e sinto-a ofegar, ansiosa e louca.
Beijo-a, aspiro-a... Mas sinto, de repente,
As mãos geladas e gelada a boca:
Parece que uma santa imaculada
Desce do altar pela primeira vez,
E pela vez primeira profanada
Tem por olhos humanos a nudez...
Embora! hei de adorar-te nesta vida,
Já que, fraco demais para perdê-la,
Não posso um dia, deusa foragida,
Ir amar-te no seio de uma estrela.
Beija-me! Ficarei purificado
Com o que de puro no teu beijo houver;
Ficarei anjo, tendo-te ao meu lado:
Tu, ao meu lado, ficarás mulher.
Que me fulmine o horror desta impiedade!
Serás minha! Sacrílego e profano,
Hei de manchar a tua castidade
E dar-te aos lábios um gemido humano!
E à sombria mudez do santuário
Preferirás o cálido fulgor
De um cantinho da terra, solitário,
Iluminado pelo meu amor...
Olavo Bilac, in "Poesias"